Dieta Mediterrânea

De uma maneira geral, a dieta mediterrânica caracterizava-se pela abundância de hortaliças, legumes e frutos frescos; pelo consumo de cereais pouco refinados, frutos secos, sementes e leguminosas secas, lacticínios à base de queijo e iogurte; consumo de peixe, ovos e aves, em detrimento de carnes vermelhas; vinho, especialmente tinto, às refeições. Realizavam-se cerca de 4 a 5 refeições diárias, à mesa com familiares ou amigos, confeccionadas de forma simples, cujos ingredientes incluíam, obrigatoriamente, azeite, alho e cebola. O azeite era, de facto, a gordura de eleição. Ao contrário dos tempos modernos, os dias de festa diferenciavam-se bem dos dias comuns.

Ao longo dos últimos anos, tem-se vindo a dar uma ênfase especial à Dieta Mediterrânica. Isto porque, apesar do elevado consumo de gordura, os resultados dos vários trabalhos científicos evidenciam que este padrão alimentar está associado, entre outros, à diminuição do risco de doença cardiovascular, cancro, diabetes e até declínio cognitivo e aumento de qualidade de vida e longevidade.

Ao contrário de outras dietas ricas em gordura, como a dieta típica ocidental, a maioria da gordura da Dieta Mediterrânica provém de um único componente alimentar – o azeite. Isto explica o facto da dieta mediterrânica ser baixa em gordura saturada, colesterol e rica em gordura monoinsaturada.

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